A volunteer experience (9th entry)

Durante o SVE, temos dois encontros com os outros voluntários que chegaram no mesmo país, mais ou menos na mesma altura do que nós.

Aqueles encontros, realizados nos arredores de Lisboa, permitem encontrar outros jovens com experiências parecidas e assim partilhar as nossas sensações, ter uma ideia mais concreta do que pode acontecer nos outros projectos e ter uma consciência maior do que é o programa SVE, os seus objectivos e o que implica pelas organizações e pelos jovens.

Tive o primeiro encontro em Fevereiro 2012, um mês depois da minha chegada, e o segundo em Setembro, para o meio do projecto (organizados pela associação ANIME).

O “On-Arrival Training” foi um momento muito importante para mim, porque permitiu-me encontrar outros voluntários, comparar as experiências e também perceber melhor a minha percepção do SVE. Durante aqueles 5 dias de encontro, aprendemos a conhecer os outros voluntários, conversamos e fizemos jogos sobre os países de origem, sobre o voluntariado em geral, os nossos projectos em particular. Também foi a oportunidade de descobrir Lisboa e ter algumas noções da História de Portugal.

Foi um espanto descobrir a realidade de alguns outros projectos. Já sabia que estava com muita sorte com o Espaço T, mas não tinha nenhuma ideia das dificuldades que podiam encontrar outros voluntários. Mas é preciso saber que algumas associações aproveitam o programa para receber dinheiro e não dão interesse nenhum aos voluntários. Portanto, é preciso muito cuidado quando escolhemos uma associação, e verificar a localização, as acções feitas, …

Durante o segundo encontro, o “Mid-Term Training”, encontrei duas amigas do “On-Arrival” e outros voluntários que ainda não conhecia. Foi uma maneira de fazer o balanço dos nossos serviços de voluntariado, ver a evolução dos outros, e ter uma ideia mais objectiva do nosso percurso (sobre a nossa implicação no projecto, a nossa aprendizagem da língua, a nossa integração na comunidade local, …).

Assim, no inicio e no meio dos projectos, os encontros de voluntários estructuram as nossas experiências e permitem encontrar jovens de outros países que têm uma “grande viagem” semelhante à nossa.

Delphine Korwin

A volunteer experience (7th entry)

Espaço Teu

No início de Junho, começamos um novo projecto. Todas as semanas, ia ser um dos utentes a organizar uma actividade. Essa ideia parecia-me fazer sentido nesta instituição do Espaço T, onde as pessoas recebem aulas e participam em varias actividades artísticas, culturais, físicas, dadas por vários artistas e profissionais. E a vontade foi de virar ao contrário a proposta inicial. Os utentes também têm muito para dar e partilhar. Eles também têm coisas para ensinar, e ideias para concretizar.

Portanto, deixamos um espaço livre para eles. Eles dão as ideias, e organizamos juntos a actividade se for preciso. O Bruno e a Teresa deram aulas de dança. Foi interessante ver a maneira completamente diferente deles de estruturar a aula. E foi também muito interessante ver a evolução de cada um deles na própria aula. Porque, claro, existe uma diferença entre a aula quando ainda está na mente das pessoas, e a aula quando está concreta, com “verdadeiros” alunos. Há necessidade de adaptar, de estar atente as pessoas que temos a nossa frente. Dá assim para perceber a importância da comunicação, por exemplo. Primeiro, para clarificar as intenções do “professor” ; segundo para estabelecer um contacto mais humano com as pessoas que participem na aula.

O Sr. António propôs um passeio num parque desconhecido do Porto (o parque São Roque). Foi uma tarde de convívio, para estar juntos num lugar diferente, uma tarde que permitiu a descoberta daquele espaço. Para dar a vontade de passear mais, de aproveitar dos sítios verdes da cidade.

Com o Álvaro, fizemos uma oficina aberta de contos. Ele começou a contar histórias, e os que quiseram partilhar outras histórias, contaram. Nesse tipo de encontro podem surgir palavras e intenções das quais não estávamos a espera, e que contribuem muito na beleza do momento. Assim, um dos utentes começou a pontuar os contos de canções tradicionais portuguesas.

A última aula da Ana foi uma aula de simbologia, que fez-nos reflectir sobre a nossa maneira de representar-nos a nós próprios. A “professora” impulsionou o movimento cerebral, sem impor nenhuma interpretação. Deixou-nos tirar (ou não) as conclusões que quisemos tirar. Foi um momento muito interessante de partilha colectiva, onde todas as pessoas presentes aceitaram de abrir-se, de “jogar o jogo” que estava proposto.

E a minha esperança agora é ver os utentes continuar a propor mais actividades depois da minha partida!

A volunteer experience (5th entry)

Corpo Evento

Durante dez dias, os utentes do Espaço T apresentaram o trabalho do ano no Pequeno Auditório do Teatro Rivoli. Também foram convidados grupos de outras cidades, e foi uma boa maneira de ver o trabalho feito por colegas de outras instituições.
Assim, desde 28 de Maio até 8 de Junho, os utentes das aulas de Teatro, Expressão Corporal e Canto tiveram a oportunidade de subir num palco e confrontar-se com um público.
É a realização dum trabalho, é a oportunidade para eles de sentir-se orgulhoso. É a aventura duma equipa, que sempre sai mais forte deste tipo de experiência. Porque, juntos, ensinam à família e aos amigos o que construíram, em conjunto com os professores.

Nos dias 1 e 2 de Junho, os alunos da Juliana Rodrigues apresentaram o espectáculo de Teatro “Gotas sem Chuva”. Um momento de poesia e de riso. O grupo está unido. Sente-se que se haver qualquer falha com um dos actores, os outros estão lá para ajudar. Saboreamos as palavras enunciadas, e maravilhamo-nos com as imagens coloridas que o espectáculo dá para ver. Parece um momento fora do tempo, muito perto da magia. Mas não é. Tudo foi imaginado e feito pelo grupo e outros colaboradores do Espaço T. Tudo foi muito trabalhado e repetido para chegar neste resultado tão precioso. Tão precioso que parece magia.

Também foi muito interessante assistir à “Nas Estrelas um Momento”, a apresentação dos alunos da aula de Canto do Miguel Rimbaud, o 30 de Maio. Este grupo apresentou uma obra de canções teatralizadas, um espectáculo que respirava o dinamismo, e o entusiasma de participar. Algumas das canções foram escritas pelos alunos, ideia muito importante para eles apropriar-se ainda mais o projecto. A maneira que tinham eles de mexer-se, de olhar-se os uns aos outros, só dava a vontade de juntar-se a eles.

O grupo de Canto onde actuei, dirigido pela Isabel Furtado, cantou canções tradicionais portuguesas, do género “Tia Anica”, “Os olhos da Marianita”, “Dom Solidom”,… Algo muito interessante nesse trabalho, como para qualquer trabalho de grupo, parece-me ser como o professor consegue dar uma unidade a um grupo que, por definição, esta feito de diversas personalidades diferentes. Assim, neste tipo de caso, o arte do professor será criar uma harmonia, ajudando-se das diferentes personalidades que tem no grupo. Estávamos aqui 7 pessoas, 3 homens e 4 mulheres, mas ou menos entre 20 e 60anos, cada um com a nossa maneira de ser, de cantar, de respirar. E todas essas forças foram postas em comum para criar uma harmonia de grupo, para começar e acabar as canções juntos, para tomar as nossas respiração juntos,…

Para mim, foi também muito interessante participar pelo menos numa das representações, sentir o que podiam experimentar os nossos artistas antes de entrar no palco, e sentir-me assim ainda mais implicada no projecto global do Espaço T.

Delphine Korwin, Junho 2012

A volunteer experience (4th entry)

Intercâmbio juvenil:
Encontros e descoberta artística da cidade

Depois de uma semana em Lisboa com os outros voluntários chegados como eu em Janeiro no Portugal, tive a oportunidade de participar no Intercâmbio Juvenil organizado por Nuno Ferreira.
O grupo era constituído por 5 portugueses, 5 espanhóis, 3 gregos e 5 checos. O tema do intercâmbio: a dança, o corpo em movimento.

Por isso, tivemos vários workshops para experimentar diferentes formas de “ser” com o nosso corpo, mas também para experimentar a relação do nosso corpo com o dos outros, e a relação do nosso corpo no espaço. O corpo constitui um dos nossos instrumentos para comunicar, já diz algo de nós próprios, sem a necessidade das palavras. E isso foi um tema recorrente da semana.

Youth Exchange "Moving Bodies"

Por exemplo, com a professora Dora Silva, fizemos entre outros exercícios de expressão corporal, um em particular onde só tínhamos de andar frente aos demais, sem actuar, sem representar algo concreto, só andar mostrando um pouco da nossa maneira de mover-nos. É um tipo de exercício bastante difícil porque a tentação é grande de actuar, quando nos quedamos sozinho em frente a um público. Também é difícil saber a boa forma de apresentar-nos, sem exagerarão. Mas era um exercício muito interessante porque cada um interpretava a consigna com a sua forma de pensar, com a sua forma de mover, e sim que dava uma primeira ideia de cada pessoa.

Youth Exchange "Moving Bodies"

Num outro workshop, dirigido por António Oliveira e Julieta Rodrigues da Fábrica da Rua da Alegria, tivemos a oportunidade de perceber a importância do espaço. Porque trabalhar num espaço preciso, concreto, é adaptar-se à suas exigências, é ser capaz de aproveitar de todos os elementos presentes para inclui-los no que queremos apresentar. Efectivamente, uma mesma obra de teatro, uma mesma coreografia não pode ser exactamente igual sobre uma cena de teatro ou num jardim privado. Porque terá de adaptar-se à o seu ambiente.

Também visitámos outros lugares culturais do Porto, como o TNSJ (Teatro Nacional São João), a companhia Napalm (Companhia de Teatro Dança em Conjunto ou Alternadamente), o NEC (Núcleo de Experimentação Coreográfica). Assim, encontrámos profissionais do mundo do teatro e da dança, e pudemos ter uma ideia da rede artística do Porto em essa área artística.

O TNSJ tem uma missão de serviço público, e deve criar e apresentar obras de teatro clássicas e contemporâneas, nacionais e internacionais. Também tem o objectivo de promover a língua portuguesa, por isso tem uma exigência sobre os textos (originais ou traduzidos) que apresenta.
http://www.tnsj.pt/home/index.php

A Napalm é uma companhia de actores e dançarinos profissionais. Cria espectáculos de teatro e de dança, mas sem esquecer outros materiais, como a musica, o vídeo, … Também dá aulas de teatro e de dança (contemporânea, hip-hop), pelas crianças e pelos adultos, abertos à todos.
http://www.napalm.pt/paginas/pag_1.html

O NEC é uma associação cultural formada desde 1997 e que tem como missão principal a criação coreográfica, vinculada com o espaço publico e as pessoas que moram no bairro. Assim, O NEC quer propor um trabalho de proximidade, ligado com uma realidade social.
http://www.nec.co.pt/

A associação cultural Radar 360, onde actuam António Oliveira e Julieta Rodrigues, trabalha com o Teatro Físico, os Artes da Rua e o Novo Circo. Ademais da animação dos workshops, também monta espectáculos. Ao final de Fevereiro, apresentara a peça Historias Suspendidas em Astúrias (Espanha), versão moderna, poética e engraçada do conto da Branca-Neve.
http://www.radar360blog.blogspot.com/

Delphine Korwin, Abril 2012.

Youth Exchange "Moving Bodies"

A volunteer experience (3rd entry)

Looking back to the first months

I began my voluntary service with an observation of the different activities proposed in the association. During “administrative time”, I was translating to French the Espaço T website, or thinking in a project I could concretize inside the structure.
But, for now, let me introduce yourself to a selection of workshops I’ve participated in.

I saw different kinds of expression, different kinds of art, but still, the important thing for the “students” was to open themselves, to express their feelings in a way to be more peaceful.

In Sara Leguisamo’s class, the students paint, or draw. This is quite an open class, with open theme, to let the user paint about what he wants and feels, about what he is. So, in a first period, people are expressing themselves with paintings, crayons, colours and pencils…
In a second period, they all put their draws in the floor, showing their work to the others. It could be something difficult, because it represents a way to open yourself (by this personal work) to the others. So, it is a way of communicating about what you really are, about your personal way to be, to think. But people do not seem to have any problem with this. Maybe it is because they are used to, or maybe because they knew where they were going, what was expecting from them. But no matter, they all accept.
And then, people talk about their own work and what the others did. First, one student say what he feels, looking at one of the other’s painting. Then, the owner of the painting talks about it, about what he felt doing it, and what it represents for him.
Finally, the animator of the workshop also gives her own feelings when she looks at the work done.
In her interpretation, there is some psychology analyse and maybe it is with this phase of the workshop that you can really see how much this kind of work is here to help people to better understand what they feel, and maybe to support it better.
It helps to concretize, with shapes, forms and colours what you experiment. And so, if you can draw it, so you also can put words on it, and understand.
More, understanding is the first step for acceptance and, if you need it, for changing and evolution.

I also participated in the Tai-Chi workshop, which one is really relaxing and which permits a focus on ourselves, on our energy. During this class, you are only concentrated on the movement you are doing, on what you ask to your body. So it permits to work on your respiration, on your body’s reaction, on your body’s sensations. Things that are often forgotten in our society. So, it is self concentration and self-listening.

We can find quite the same qualities in the Corporal Expression workshop. The one I saw was taking place outside, in the Parque do Palacio de Cristal, just in front of the association. During this class, the student have the opportunity to work on their concentration, on what they feel when they do this precise movement,… But it is also a question of being aware with what surround us. Because the environment really had an impact, here, on what people choose to do with their body.
So, corporal expression could be defined by doing some movements, some positions, which are in harmony with the space you are in, and the way you feel inside. It is, once again, a question of listening and so, a way to be more open-minded.
Maybe because it will be when you really understand yourself, that you can pretend to understand the others…?

Delphine Korwin, Abril 2012.

A volunteer experience (2nd entry)

Last week, I began Portuguese lessons. I follow two kinds of classes. One is particular, the other one is a group of conversation.

The first one gives to the professor the occasion of analysing and understanding my level. So she will be able, with time, to give me very adapted lessons, based on grammatical rules, conjugation, pronunciation, exercises and homework,… I think it is an excellent way for me to structuralize what I hear and learn every day, and hope it will help me to improve very fast my Portuguese!

During the conversation lesson I followed, we were four young people, from different countries, more the professor. First, we introduced each other, and then we played a game. Each time it was your turn to play, someone asked you a question. It was a really good way to talk, and to feel comfortable with the others; to learn and have fun.

O Espaço T agradece o apoio da Dr.ª Amélia Queirós e do Centro de Estudos “Sabiamante” no Porto. Podem visitá-lo em: http://www.sabiamente.com.pt/

A volunteer experience (1st entry)

I’m from France and decided to do an EVS in June 2011. European Voluntary Service is a program for young people (between 18 and 30 years old) opened to all European citizens. So, after a few weeks of research, I obtained a “yes” from an association located in Porto: the Espaço T. It corresponded to all of my willing, as it was a sociocultural structure, opened to all people (people with disabilities, former drug-addicts ones, children, unemployed people,…).

I arrived on Tuesday, the 3rd of January, for an 11 months EVS. And so was starting the adventure.

The first challenge with this program is to arrive in a new country, in which you do not speak the language, and in which one you do not know anybody. As if you were beginning with a new life, erasing all you knew… Or well, maybe “erase” is not the right term. Because what you know, what you already had experimented until now will certainly help. So maybe it would be more exact to say that the EVS aim is to get stronger from all your previous experiences to through you away in a new life.

The Espaço T is an association situated in the center of Porto, just in front of the Crystal Palace Gardens (Jardins do Palacio de Cristal). It offers different kind of activities for all the people who want/need to express themselves in an artistic or corporal way. Indeed, the structure gives possibilities of expression to people who are usually not listened to in the daily life. So, they propose classes of: painting, theater, photography, corporal expression, tai-chi, journalism, music therapy,…

Each one of these classes is given by an Animator, at least once a week. And this fact gives an idea, for the Espaço T, of the importance of the regular links with its students. Indeed, creating this link is a way for the student to get familiarized with the institution, and so, to get more and more confident with it. Then, it will lead to a better implication, and to a possible evolution of the state of mind. Because, of what I saw and thought to understand, the Espaço T wants to have some repercussions on self-esteem, on self-confidence,…

The first workshop I had the possibility to assist is called “Writing and Feelings”, and is animated by the psychologist of the association. In this activity, the animator asks his student to write about one subject, and then they share together what they wrote, what they think/feel about it, about the original text,…

So, it is a way for the people to say what they really think and feel about a subject, or a text, without being judged. And with the fulfilling of hearing what the other students have to say. It is not a debate, which is by nature more conflicting because of its way of exchanging ideas. Indeed, during debates, there are people fighting for, or against, an idea, and so: people who are right, people who are wrong (in their way to think). But in this workshop, everybody was right, everybody was listened, because everybody was talking about what they felt.

In this sense, and from what I saw of the Espaço T, this workshop represents well the state of mind of the association, because of the importance it gave to what its students had to express.

Delphine Korwin

European Voluntary Service

Hi all.

We are glad to announce that Espaço T can now host, send and coordinate European Voluntary Service projects until 2014. We are currently reviewing all the motivation letters and requests for projects that we get since May and we will soon chose a young person for a project starting in January 2012.

See our project HERE.

Until then, we leave you all with a new video (in spanish) about our beautiful country.  You can see more about our city, Porto, at minute 15. Enjoy.

Portugal mostrado pela TVE Espanhola from Luis Oliveira on Vimeo.