A volunteer experience (5th entry)

Corpo Evento

Durante dez dias, os utentes do Espaço T apresentaram o trabalho do ano no Pequeno Auditório do Teatro Rivoli. Também foram convidados grupos de outras cidades, e foi uma boa maneira de ver o trabalho feito por colegas de outras instituições.
Assim, desde 28 de Maio até 8 de Junho, os utentes das aulas de Teatro, Expressão Corporal e Canto tiveram a oportunidade de subir num palco e confrontar-se com um público.
É a realização dum trabalho, é a oportunidade para eles de sentir-se orgulhoso. É a aventura duma equipa, que sempre sai mais forte deste tipo de experiência. Porque, juntos, ensinam à família e aos amigos o que construíram, em conjunto com os professores.

Nos dias 1 e 2 de Junho, os alunos da Juliana Rodrigues apresentaram o espectáculo de Teatro “Gotas sem Chuva”. Um momento de poesia e de riso. O grupo está unido. Sente-se que se haver qualquer falha com um dos actores, os outros estão lá para ajudar. Saboreamos as palavras enunciadas, e maravilhamo-nos com as imagens coloridas que o espectáculo dá para ver. Parece um momento fora do tempo, muito perto da magia. Mas não é. Tudo foi imaginado e feito pelo grupo e outros colaboradores do Espaço T. Tudo foi muito trabalhado e repetido para chegar neste resultado tão precioso. Tão precioso que parece magia.

Também foi muito interessante assistir à “Nas Estrelas um Momento”, a apresentação dos alunos da aula de Canto do Miguel Rimbaud, o 30 de Maio. Este grupo apresentou uma obra de canções teatralizadas, um espectáculo que respirava o dinamismo, e o entusiasma de participar. Algumas das canções foram escritas pelos alunos, ideia muito importante para eles apropriar-se ainda mais o projecto. A maneira que tinham eles de mexer-se, de olhar-se os uns aos outros, só dava a vontade de juntar-se a eles.

O grupo de Canto onde actuei, dirigido pela Isabel Furtado, cantou canções tradicionais portuguesas, do género “Tia Anica”, “Os olhos da Marianita”, “Dom Solidom”,… Algo muito interessante nesse trabalho, como para qualquer trabalho de grupo, parece-me ser como o professor consegue dar uma unidade a um grupo que, por definição, esta feito de diversas personalidades diferentes. Assim, neste tipo de caso, o arte do professor será criar uma harmonia, ajudando-se das diferentes personalidades que tem no grupo. Estávamos aqui 7 pessoas, 3 homens e 4 mulheres, mas ou menos entre 20 e 60anos, cada um com a nossa maneira de ser, de cantar, de respirar. E todas essas forças foram postas em comum para criar uma harmonia de grupo, para começar e acabar as canções juntos, para tomar as nossas respiração juntos,…

Para mim, foi também muito interessante participar pelo menos numa das representações, sentir o que podiam experimentar os nossos artistas antes de entrar no palco, e sentir-me assim ainda mais implicada no projecto global do Espaço T.

Delphine Korwin, Junho 2012

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