15 de Fevereiro, 2010

Espaço t 2010 – Incluir os Ditos Normais em Guetos Sociais

 

 

 

 

No Futuro, os sem-abrigo dormirão em Hotéis

No Futuro, os paraplégicos, serão pilotos

No Futuro, os directores de museus serão cegos

No futuro, os anões chegarão ao Poder

No Futuro, pobres e ricos serão apenas Homens

No Futuro, cada Futebolista, construirá uma Aldeia de Felicidade

No Futuro, haverá menos tecnologia e mais massa crítica

No Futuro, todos daremos amor, eu a ti, tu a ele, ele a mim e todos a todos

No Futuro, as offshores serão um parque de diversões

No futuro, não haverá anos simbólicos  

No Futuro, todos seremos iguais porque já o somos

No futuro, o mundo que é Frágil será mais forte porque o Homem existe

 

Jorge Oliveira

Presidente Espaço t

Reencontro

16 de Julho, 2009

João - Ana…

Ana - João…

João – Então?

Ana- Oh..

João – Então…

Ana – Olá…

João – És tu!

Ana – Sou.

João – Quanto tempo!…

Ana – Quanto…

João – Dá-me a mão.

Ana – Está fria?

João – Tenho saudades…

Ana – Não fales!

João – As tuas mãos quentes…

Ana – Eu também.

João – O quê?

Ana – Saudades.

João – Tuas mãos quentes…

Ana – Mas estão frias?

João - Deixei de sentir calor!

Ana – Como ?

João – Na guerra.

Ana –Foi fria?

João – Foi dura!…

Ana – Muito?

 João – De todo.

Ana – Os outros?

João – Morreram…

Ana – Todos ?

João – Não fales!…

Ana – Desculpa.

João – Faz-me festas.

Ana – João…

João – Ana…

Ana – Oh beija-me…

João – Quanto tempo.

Ana – A tua boca!

João – O quê?

Ana – Sabe a sangue.

 João - Gengivas.

Ana – Porquê ?

João – A comida…

Ana – Pouca ?

 João – Seca e podre!…

Ana – Oh…

João – Não fales…

Ana – Desculpa.

João – Faz-me festas.

 Ana – Não chores.

João – É bom.

Ana – O quê?

João - Chorar

Ana – Oh João…

João – Pensei não mais chorar.

Ana – Sou eu, João a tua Ana.

João – E, Pedro?

Ana – Que bom estar aqui.

 João – O Pedro, Ana ?

Ana – João…

João – Diz-me.

Ana – Sabes.

João – Oh Ana…

Ana – Morreu.

João – Não.

Ana – Deixa João.

João – De quê?

Ana – Sida.

João – Aperta-me.

Ana – Assim?

João – Afaga-me o cabelo.

Ana – Oh João.

 João – A Rosa?

 Ana – Casou.

João – O quê?

Ana – Com o Mário.

João – Estão bem?

Ana – Sozinhos.

João – Como?

Ana – Divórcio

João – Tiveram filhos?

Ana – Um, morreu João – O mundo é duro…

Ana – É!

João – Tens as janelas fechadas?

Ana – Tenho

João – Porquê?

Ana – Medo

João – Como?

 Ana – De estar só

João – Ana…

Ana – Tens as mãos quentes.

 João – A guerra é fria.

Ana – Esquece

 João – Não posso

Ana – Meu João…

João – Ficamos juntos para sempre.

Ana – É bom…

João – É…

Ana – Estás bem?

João – Cansado.

Ana – Dorme

João - Contigo

Ana – Tenho medo.

João – Mas como?

Ana – Não casamos.

João – Não interessa.

Ana – A família?

João – Vou morrer!…

Ana – João, não!…

João – Quero um filho teu.

Ana – Não posso.

João – Medo?

Ana – Idade

João – Como?

 Ana – João, a guerra começou há dez anos!…

João – O tempo passa depressa.

Ana – Custa a passar.

João – Agora?

Ana – Ficamos os dois.

João – Sem filhos!…

Ana – Deixa.

João – Matei tantos!

Ana – Quantos?

João – Sem fim.

Ana – João

 João – Faz-me festas.

 Ana – No pescoço?

João – Nas costas

. Ana – Porquê?

João – Tenho feridas

Ana – Acabou

João - Nunca

Ana – A guerra?

João – O amor…

Ana – Oh João!…

João – Deita-te.

Ana – João!..
jorge oliveira

felicidade

16 de Julho, 2009

Felicidade é ser

Felicidade é estar

Felicidade é amar

Felicidade é tocar alguém,

e sentir e amar e beijar e cheirar e

 “rasgar” esse alguém até dois serem um

Felicidade é estar só

Felicidade é ouvir o silêncio

Felicidade é perceber o vazio e conseguir tocá-lo

Felicidade é olhar

 Felicidade é falar com os olhos

Felicidade é chorar

Felicidade é transmitir no exterior o nosso interior

Felicidade é nascer e não entender a morte

Felicidade é acreditar nos outros apesar de estar só

Felicidade é lutar pela nossa identidade qualquer que ela seja e

mostrar aos outros a nossa verdade

Felicidade é lutar pela vida quando a morte nos come partes do corpo

Felicidade é entender que a Terra é um ponto no Universo e nós pensamos

Felicidade é gostar de ser imperfeito num Mundo onde somos mortais

Felicidade é arrepiar-nos com a própria mão

Felicidade é deixarmo-nos levar pelas emoções dos outros

Felicidade é ouvir o Hino Nacional Ou uma balada e

sentir o sangue quente a correr nas veias

 Felicidade é entender que a diferença entre ricos e pobres

são adereços

 Felicidade é alterar os conceitos

Felicidade é viver a três porque a dois é pouco

Felicidade é dormir a pensar e viver a sonhar

Felicidade é dormir no sofá e comer na cama

Felicidade é transformar a TV num aquário e

 o carro num banco de jardim e

a gravata num guardanapo e

o bidé numa floreira e

 pintar uma parede com estrelas do céu e

 perceber que o nosso mundo é só nosso

 Felicidade é ter prazer sem erecção

 Felicidade é gritar por amor

 Felicidade é chegar ao fim e morrer com alguém ao lado que nos dá a mão e

nos fecha as pálpebras com a mesma mão que nos dá calor

 Felicidade é tanta coisa e tanta gente pensa que é impossível.

jorge oliveira

solidão

16 de Julho, 2009

Solidão É estar só

Solidão E estar com alguém e estar só

 Solidão É andar na rua Ver gente É não encontrar ninguém

 Solidão É arrepiar-me com a minha mão

Solidão É esperar as cartas que não vêm

 Solidão É sonhar

 Solidão É comprar, comprar É chegar à noite Estar só

Solidão É convidarem-te para sair É tu não ires

 Solidão É ter medo da morte É sentir que ela vem perto

 Solidão E esperar sempre pelo dia que vem

Solidão É saber quem tu és É ver que os outros não sabem

Solidão É ter saudades Do que não sabes

 Solidão É lavar a roupa Depois de um dia de trabalho

 Solidão É fumar um cigarro É sentir o cheiro dos dedos queimados

Solidão É dar um cobertor a alguém Que fica bem Mas tu estás só

Solidão É ver os outros Felizes sem saber porquê

 Solidão É sentir que amas Mas não sabes o quê

Solidão É ver os dentes que caiem À medida que O tempo passa

Solidão É comer um pão Porque cozinhar Para um é demais

Solidão É beber O vinho todo De uma garrafa Porque senão Estraga-se

Solidão É pensar no NatalDo próximo ano

Solidão É querer ser poliglota

Solidão É tanta coisa E tanta gente Pensa que é Tão pouco!

jorge oliveira

O congresso do desejo transformou-se no congresso da “virgem”

5 de Maio, 2009

Depois do congresso que o Espaço t  realizou sobre o tema “o desejo”, onde estiveram cerca de 350 congressistas e mais de 40 oradores, das mais variadas áreas cientificas e outras. Posso dizer que este congresso foi um enorme sucesso essencialmente pela partilha de conteúdos científicos, mas também de partilha de vivencias de todos os intervenientes. Sentia-se ali uma energia muito positiva e transversal a todos os públicos; pois havia pessoas de todos os quadrantes sociais, culturais e até etários.

A parte que mais estranhei foi a abordagem que alguma comunicação social deu a este congresso, ou seja de toda uma enorme riqueza de intervenções, e que não são mencionadas. Foram todas excepcionalmente boas, nomeadamente a da Margarida Menezes ou presidente do clube das virgens.

Apesar de alguns meios reflectirem sobre outros oradores, uma grande maioria pretendeu apenas falar da “virgem”, e digo isto não num tom depreciativo, pelo contrário, achei a atitude deste clube bastante interessante e símbolo da democracia; mas pelo facto da abordagem que foi feita, a sua intervenção transmitir um enorme vazio de conteúdo, quase o apresentar de um “objecto raro”.

Se analisarmos estas notícias, chegamos a conclusão que não concluímos nada e também não aprendemos nada.

É pena…Pois um país que se quer culto, mesmo que seja ao nível dos conteúdos mais básicos, tem que haver conteúdos, e para isso a comunicação social tem uma enorme responsabilidade para os transmitir, e o publico tem a obrigação de interagir do sentido amplo de receber a informação e a decifrar e não deixar se alienar por futilidades, que podendo não as ser, podem ser se não estiverem integradas e contextualizadas.

Portugal é um grande pais mas para isso tem de ter critica, e essa passa por todos nós.

Numa época de crise só um novo homem pode melhorar a condição da existência Humana - homem t

25 de Abril, 2009

Um Homem utópico,
Que se pode tornar real,
Se lutarmos por ele…
Um Homem verdadeiro nas suas convicções,
Um Homem que aceita o outro como se aceita a si,
Um Homem que respeita o outro como se respeita,
Um Homem que luta pela sua felicidade e a dos outros,
Um Homem que é sensível e não tem medo de mostrar essa sensibilidade,
Um Homem que é Homem, Mulher, ou outro, que é branco, negro ou outro,
Que é tudo ou nada , mas faz parte de uma sociedade inclusa de todos e para todos.

Jorge Oliveira

Vl congresso internacional do espaço t ” o desejo “

25 de Abril, 2009

 

DATA: 27 e 28 de Abril de 2009

HORÁRIO: 9:30h às 18:00h

LOCAL DA REALIZAÇÃO: SEMINÁRIO DE VILAR – Rua de Arcediago Vanzeller, Porto.

PREÇO DA INSCRIÇÃO:

Individual – 30€

Estudantes e Sócios do Espaço t – 25€

(Inclui congresso, certificado e muitas surpresas)

LÍNGUA OFICIAL: Português, tendo tradução em simultâneo em Inglês, Italiano e Língua Gestual.

 

O Espaço t – Associação Para o Apoio à Integração Social e Comunitária vai realizar nos dias 27 e 28 Abril de 2009 o VI Congresso Internacional, intitulado “O Desejo” que terá lugar no Seminário de Vilar – Rua de Arcediago Vanzeller, Porto.

Esta iniciativa surge integrada num ciclo de congressos bianuais, com o objectivo de discutir temáticas pouco debatidas neste género de iniciativas.

 

O Espaço T promove no seu VI Congresso Internacional, um espaço de reflexão sobre o desejo e as diferentes formas de ver e sentir, nas diferentes culturas de um mundo multicultural. Os cinco anteriores congressos “A Arte pode ser Terapêutica?”, “ O Onírico, a Arte e a Terapia” e “O Silêncio, O Ruído e Tudo o Resto”, “Sexo, Arte e Terapia” e “Morte, Cultura e Arte” contaram em cada um deles, com a participação de várias centenas de congressistas.

Prevemos que neste Congresso participem mais de 300 congressistas e 41 palestrantes nacionais e estrangeiros oriundos dos mais variados sectores.

Os participantes partilharão durante estes 2 dias experiências resultantes quer das suas actividades profissionais como também das suas vivências pessoais: nomes como, o ex-director do Instituto de Medicina Legal do Porto - José Pinto da Costa, o Psicanalista - Carlos Amaral Dias, o poeta, pintor e professor – Diogo Alcoforado, o psiquiatra e Vice - Presidente da Associação Portuguesa de Psiquiatria - António Palha, o Filósofo - Manuel Curado, a Presidente da Sociedade Helénica de Música Terapia - Lianna Polychroniadou, o Director do Laboratório da Expressão Facial da Emoção - Armindo – Freitas Magalhães, o Director do Instituto Espanhol Avançado da Criatividade Aplicada Total - David Prado, a Presidente do Clube das Virgens - Margarida Menezes, o Imã da Mesquita Central de Lisboa – David Munir, a acompanhante e autora do livro “Aluguei o Meu Corpo” – Paula Lee, o Coordenador Operacional das Investigações do “Caso Madie” e aposentado da Policia Judiciária – Gonçalo Amaral, o Artista Plástico Mário Bismarck, o Arquitecto Alcino Soutinho, o Jornalista Júlio Magalhães, uma das mulheres com maior numero de operações plásticas do mundo e escritora a Norte - Americana Cindy Jackson, a Cantora e Actriz Brasileira - Fáfá de Belém, o Chefe de Cozinha – Hélio Loureiro, o Consultor Internacional e Gestor de Marcas - Carlos Coelho, a ex–actriz pornográfica e activista politica filiada no Partido Radical de Itália - Cicciolina  e a autora de livros de protocolo e etiqueta – Paula Bobonne, são alguns dos oradores que participarão neste congresso. Contamos ainda com a presença de Filipe Ferreira, recluso do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo e Luísa Reis, transexual, que irão dar um testemunho sobre os seus desejos em contextos de vida muito próprios.

As moderações das mesas ficarão a cargo dos jornalistas Nassalette Miranda, Carlos Magno, Paulo Arbiol, Maria José Guedes e José António Barbosa, da directora da Fundação da Juventude Maria Geraldes e de Filomena Pinto da Costa.

A sessão de abertura será presidida pela vereadora da Habitação e Acção Social da Câmara Municipal do Porto, Matilde Alves em representação de Rui Rio, Presidente da Câmara Municipal do Porto e com o presidente do Espaço t, Jorge Oliveira. A sessão de encerramento será presidida pela representante do Ministro da Cultura, a Directora Regional da Cultura do Norte, Helena Gil.

A mesa de honra contará com a participação de mais de 30 personalidades das áreas da política, da cultura, da igreja e da sociedade civil e será presidida pelo Presidente da Republica, Cavaco Silva.

Este Congresso, para além de inúmeras surpresas que acontecerão durante estes 2 dias, terá um jantar denominado “Fétiches à Mesa” a ter lugar no Porto Palácio Hotel.

 

Segundo Jorge Oliveira, presidente do Espaço T “No ano em que o Espaço t comemora 15 anos de existência, 15 anos de desejos transformados em realidade, que um dia foram utopias, decidimos consagrar este congresso ao tema do desejo, por se tratar de um tema tão abrangente quanto a própria existência humana. Quase podemos afirmar que desejo é o verbo da felicidade, pois parece que tudo o que nos pode dar felicidade tem de ser desejado. Será que é assim?…Podemos agrupar o conceito do desejo em tantos grupos e subgrupos que quase se torna uma tarefa impossível.

Uma coisa é certa, como seres humanos imperfeitos em busca da felicidade, que também ela é sensação, o desejo qualquer que ele seja está por detrás desta, independentemente dos valores morais e sociais subjacentes ao conceito de felicidade e desejo de cada um.

No fundo, desejo é viver e viver é desejar. Daí o convite a um leque de oradores muito heterogéneos, pois o desejo percorre todos os planos da vida”.

 

O Congresso conta com o apoio oficial da Fundação Calouste Gulbenkian, bem como de outros apoios e patrocínios.

 

Todas as informações deste congresso, bem como a ficha de inscrição podem ser consultadas no site www.espacot.pt

Os desejos são etéreos como as bolas de sabão, ou talvez não

25 de Abril, 2009

Ao completarmos 15 anos, 15 anos de desejos transformados em realidades, que um dia foram sonhos e utopias, decidimos promover um espaço de reflexão sobre a importância do desejo no desenvolvimento do ser humano. Ao pensarmos nos desejos, grandes, pequenos, utópicos, inconfessáveis, bons, maus, amorosos, físicos, estéticos, financeiros, religiosos, do saber, do pecado, decidimos convida-lo para que partilhe connosco o seu pensamento.

Ao longo destes dois dias, iremos promover o debate sobre este tema.

Como ficará cada um de nós depois deste VI Congresso?

Será que vai desejar, como tem desejado?

Será que vai deixar de desejar?

Será que vai começar a desejar?

Será que os seus desejos se vão transformar?

Será que só vai querer sonhar?

Desejámos que nos ajudem a perceber que sentimento é este que nos percorre, que nos emociona, que nos envolve, que por vezes nos destrói, que nos possui, que se dissipa, que nos decepciona, que nos faz sofrer.

Será que devemos limitar os nossos desejos?

 

Sejam bem-vindos

 

 Jorge Oliveira

Os anões não chegam ao multibanco

12 de Março, 2009

Decorreu ontem no auditório da Caixa Geral de Depósitos a 1. Conferência intitulada “ os anões não chegam ao multibanco “ inserida no ciclo de conferências “ afinal que mundo é este “ promovido pelo clube Unesco do Espaço t.
Participaram o actor e anão David Almeida, a arquitecta Susana Machado em representação da Ordem dos Arquitectos da Secção Norte. Coube -me moderar a mesa.
Estavam presentes cerca de 50 participantes.
Como conclusão posso dizer que o resultado foi óptimo, não podemos mudar o mundo mas todos podemos contribuir para melhorar esse mesmo mundo. Cabe a todos criar mecanismos, por mais pequenos que sejam, na luta pelas acessibilidades físicas e ideológicas, de todos.
O David, começou a sua intervenção com uma afirmação muito interessante. “ Os anões não chegam ao multibanco, mas há pessoas sem problemas que não chegam, por não terem dinheiro.”
A Arq. Susana, falou nas novas mudanças legais que se estão a criar em termos de acessibilidade no nosso pais, leis essas, que já estão em pratica desde o ano de 2007, obrigando a adaptação dos edifícios as adaptações legais .
Falou ainda que em Portugal, já se fala e trabalha no conceito do desenho universal, o que acho ser um bom começo.
A grande conclusão do dia e que subscrevo por inteiro é a de que não há pessoas normais, há representações sociais de normalidade. Podemos ter limitações mas apesar disso continuamos a pensar e isso e o mais importante.
Cabe-nos a todos reflectir e tentar mudar essa atitude do preconceito e da segregação quer ela seja positiva ou negativa.
Para um mundo melhor, acredito que não podemos chegar a utopia da perfeição, mas podemos chegar á melhoria global e ai, talvez seja mais fácil dar condições às pessoas com mais problemas e motivar os normalizados a adaptarem-se as condições deles. Será isso uma utopia?

Todo o espaço tem um líder

7 de Março, 2009

Neste mundo em que vivemos, cada vez mais globalizado e tecnocrata é necessário que se reflicta sobre o conceito de líder. No mundo existem espaços, ruas, Ideologias, tribos, mundos dentro de um mundo e cada um com um líder, o líder do mundo, os líderes das nações, os líderes das tribos, os líderes das ideologias, os líderes das famílias, os líderes das ruas, os líderes das casas e tantos outros.
Mas afinal que lideres são esses homens e mulheres que acreditam nos seus ideais muitas vezes obsoletos, presos a esses mesmos ideais, que tentam influenciar os outros não como um conjunto de seres humanos com massa critica, mas sim como uma massa humana quase alienada por algo que eles próprios não entendem nem tem oportunidade de entender.
Lideres que com o tempo se isolam no seu ego e no seu ínfimo espaço real, e que promovem a pro-actividade não pro-activa através de motivação negativa utilizando palavras como gráficos, PowerPoint, spread’s, crise, luta, guerra, sofrimento, são os motes da liderança e o esqueleto dos discursos pensados por outros que não líderes, onde o líder não consegue passar a sua verdade.
Assim temos um mundo à espera das decisões dos líderes quando também eles não conseguem promover as mudanças sociais, pois não são verdadeiras no sentido da verdade do líder, mas sim verdades compradas e construídas para massas que se querem não pensantes, quase anestesiantes.
Se realmente queremos um mundo melhor temos de mudar de paradigma e a construção do líder é o primeiro passo. É necessário que da massa humana critica surjam novos lideres que acreditem na sua verdade, e que essa possa brotar pela linguagem não verbal, pelo olhar, pelos discursos sem papeis, mas com força, energia e paixão,
Lideres que sejam o reflexo dos outros e que não tenham medo de expor a sua verdade interna, aquela que sai de algo que ninguém sabe mas é a essência humana.
Lideres que promovem a pro-actividade dos humanos através de discursos e actos, que promovem nos outros energia positiva e vontade para que todos possam ser lideres!
Lideres que motivem outros, orientando-os, mas nunca definindo os seus caminhos.
Lideres que promovem a emocionalidade humana, pois esse é o caminho do crescimento global,
E afinal, somos todos líderes mesmo que sejamos somente de nos próprios. Eu acredito nesta perspectiva e você…?