Decorreu ontem no auditório da Caixa Geral de Depósitos a 1. Conferência intitulada “ os anões não chegam ao multibanco “ inserida no ciclo de conferências “ afinal que mundo é este “ promovido pelo clube Unesco do Espaço t.
Participaram o actor e anão David Almeida, a arquitecta Susana Machado em representação da Ordem dos Arquitectos da Secção Norte. Coube -me moderar a mesa.
Estavam presentes cerca de 50 participantes.
Como conclusão posso dizer que o resultado foi óptimo, não podemos mudar o mundo mas todos podemos contribuir para melhorar esse mesmo mundo. Cabe a todos criar mecanismos, por mais pequenos que sejam, na luta pelas acessibilidades físicas e ideológicas, de todos.
O David, começou a sua intervenção com uma afirmação muito interessante. “ Os anões não chegam ao multibanco, mas há pessoas sem problemas que não chegam, por não terem dinheiro.”
A Arq. Susana, falou nas novas mudanças legais que se estão a criar em termos de acessibilidade no nosso pais, leis essas, que já estão em pratica desde o ano de 2007, obrigando a adaptação dos edifícios as adaptações legais .
Falou ainda que em Portugal, já se fala e trabalha no conceito do desenho universal, o que acho ser um bom começo.
A grande conclusão do dia e que subscrevo por inteiro é a de que não há pessoas normais, há representações sociais de normalidade. Podemos ter limitações mas apesar disso continuamos a pensar e isso e o mais importante.
Cabe-nos a todos reflectir e tentar mudar essa atitude do preconceito e da segregação quer ela seja positiva ou negativa.
Para um mundo melhor, acredito que não podemos chegar a utopia da perfeição, mas podemos chegar á melhoria global e ai, talvez seja mais fácil dar condições às pessoas com mais problemas e motivar os normalizados a adaptarem-se as condições deles. Será isso uma utopia?
Arquivo do mês de Março, 2009
Os anões não chegam ao multibanco
Quinta-feira, 12 de Março, 2009Todo o espaço tem um líder
Sábado, 7 de Março, 2009Neste mundo em que vivemos, cada vez mais globalizado e tecnocrata é necessário que se reflicta sobre o conceito de líder. No mundo existem espaços, ruas, Ideologias, tribos, mundos dentro de um mundo e cada um com um líder, o líder do mundo, os líderes das nações, os líderes das tribos, os líderes das ideologias, os líderes das famílias, os líderes das ruas, os líderes das casas e tantos outros.
Mas afinal que lideres são esses homens e mulheres que acreditam nos seus ideais muitas vezes obsoletos, presos a esses mesmos ideais, que tentam influenciar os outros não como um conjunto de seres humanos com massa critica, mas sim como uma massa humana quase alienada por algo que eles próprios não entendem nem tem oportunidade de entender.
Lideres que com o tempo se isolam no seu ego e no seu ínfimo espaço real, e que promovem a pro-actividade não pro-activa através de motivação negativa utilizando palavras como gráficos, PowerPoint, spread’s, crise, luta, guerra, sofrimento, são os motes da liderança e o esqueleto dos discursos pensados por outros que não líderes, onde o líder não consegue passar a sua verdade.
Assim temos um mundo à espera das decisões dos líderes quando também eles não conseguem promover as mudanças sociais, pois não são verdadeiras no sentido da verdade do líder, mas sim verdades compradas e construídas para massas que se querem não pensantes, quase anestesiantes.
Se realmente queremos um mundo melhor temos de mudar de paradigma e a construção do líder é o primeiro passo. É necessário que da massa humana critica surjam novos lideres que acreditem na sua verdade, e que essa possa brotar pela linguagem não verbal, pelo olhar, pelos discursos sem papeis, mas com força, energia e paixão,
Lideres que sejam o reflexo dos outros e que não tenham medo de expor a sua verdade interna, aquela que sai de algo que ninguém sabe mas é a essência humana.
Lideres que promovem a pro-actividade dos humanos através de discursos e actos, que promovem nos outros energia positiva e vontade para que todos possam ser lideres!
Lideres que motivem outros, orientando-os, mas nunca definindo os seus caminhos.
Lideres que promovem a emocionalidade humana, pois esse é o caminho do crescimento global,
E afinal, somos todos líderes mesmo que sejamos somente de nos próprios. Eu acredito nesta perspectiva e você…?