Depois do congresso que o Espaço t realizou sobre o tema “o desejo”, onde estiveram cerca de 350 congressistas e mais de 40 oradores, das mais variadas áreas cientificas e outras. Posso dizer que este congresso foi um enorme sucesso essencialmente pela partilha de conteúdos científicos, mas também de partilha de vivencias de todos os intervenientes. Sentia-se ali uma energia muito positiva e transversal a todos os públicos; pois havia pessoas de todos os quadrantes sociais, culturais e até etários.
A parte que mais estranhei foi a abordagem que alguma comunicação social deu a este congresso, ou seja de toda uma enorme riqueza de intervenções, e que não são mencionadas. Foram todas excepcionalmente boas, nomeadamente a da Margarida Menezes ou presidente do clube das virgens.
Apesar de alguns meios reflectirem sobre outros oradores, uma grande maioria pretendeu apenas falar da “virgem”, e digo isto não num tom depreciativo, pelo contrário, achei a atitude deste clube bastante interessante e símbolo da democracia; mas pelo facto da abordagem que foi feita, a sua intervenção transmitir um enorme vazio de conteúdo, quase o apresentar de um “objecto raro”.
Se analisarmos estas notícias, chegamos a conclusão que não concluímos nada e também não aprendemos nada.
É pena…Pois um país que se quer culto, mesmo que seja ao nível dos conteúdos mais básicos, tem que haver conteúdos, e para isso a comunicação social tem uma enorme responsabilidade para os transmitir, e o publico tem a obrigação de interagir do sentido amplo de receber a informação e a decifrar e não deixar se alienar por futilidades, que podendo não as ser, podem ser se não estiverem integradas e contextualizadas.
Portugal é um grande pais mas para isso tem de ter critica, e essa passa por todos nós.