Decorreu ontem no auditório da Caixa Geral de Depósitos a 1. Conferência intitulada “ os anões não chegam ao multibanco “ inserida no ciclo de conferências “ afinal que mundo é este “ promovido pelo clube Unesco do Espaço t.
Participaram o actor e anão David Almeida, a arquitecta Susana Machado em representação da Ordem dos Arquitectos da Secção Norte. Coube -me moderar a mesa.
Estavam presentes cerca de 50 participantes.
Como conclusão posso dizer que o resultado foi óptimo, não podemos mudar o mundo mas todos podemos contribuir para melhorar esse mesmo mundo. Cabe a todos criar mecanismos, por mais pequenos que sejam, na luta pelas acessibilidades físicas e ideológicas, de todos.
O David, começou a sua intervenção com uma afirmação muito interessante. “ Os anões não chegam ao multibanco, mas há pessoas sem problemas que não chegam, por não terem dinheiro.”
A Arq. Susana, falou nas novas mudanças legais que se estão a criar em termos de acessibilidade no nosso pais, leis essas, que já estão em pratica desde o ano de 2007, obrigando a adaptação dos edifícios as adaptações legais .
Falou ainda que em Portugal, já se fala e trabalha no conceito do desenho universal, o que acho ser um bom começo.
A grande conclusão do dia e que subscrevo por inteiro é a de que não há pessoas normais, há representações sociais de normalidade. Podemos ter limitações mas apesar disso continuamos a pensar e isso e o mais importante.
Cabe-nos a todos reflectir e tentar mudar essa atitude do preconceito e da segregação quer ela seja positiva ou negativa.
Para um mundo melhor, acredito que não podemos chegar a utopia da perfeição, mas podemos chegar á melhoria global e ai, talvez seja mais fácil dar condições às pessoas com mais problemas e motivar os normalizados a adaptarem-se as condições deles. Será isso uma utopia?